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Os leitões podem apresentar diarréias em diversas fases da vida. Uma das mais preocupantes é aquela que ocorre logo nos primeiros dias de vida, chamada de diarréia neonatal. Trata-se de uma enfermidade aguda e que causa sérios prejuízos aos produtores, pois provoca atrasos no crescimento e até a morte dos animais logo após o nascimento. Além disso, existem prejuízos indiretos, como custos com mão de obra, falta de uniformidade dos lotes e predisposição dos leitões a contrair outras infecções, principalmente aquelas que acometem o trato respiratório (ALFIERI, 2003). Causadas por cepas enterotoxigênicas (ETEC) de Escherichia coli, e por isso chamada também de colibacilose entérica, a diarréia neonatal tem como principal sintoma clínico uma diarréia aquosa abundante, que acomete os animais principalmente durante os 4 primeiros dias de vida. Os leitões morrem por desidratação e, nos casos mais graves da infecção, pode haver morte sem que os sinais da diarréia apareçam. Os fatores de patogenicidade da E. coli ETEC, isto é, os mecanismos que levam ao desenvolvimento da doença clínica, estão relacionados com a presença das fímbrias (estruturas na superfície da bactéria que possibilitam a aderência destas à superfície do intestino), e com a produção maciça de toxinas após a colonização. As principais cepas de ETEC causadoras de diarréia em suínos são F4, F5, F6 e F41 (Sobestiansky et al. 1999). Vale ressaltar que o desenvolvimento e a ocorrência da doença estão relacionados com alguns fatores, como, falhas na imunização através do colostro, manejo inadequado e estresse dos animais. |
A higiene também deve ser observada, já que áreas muito sujas e úmidas, e a falta de higiene dos tratadores, como acompanhar o parto com as mãos sujas, por exemplo, já podem disseminar os patógenos entre os animais, expondo-os aos agentes infecciosos logo no primeiro dia de vida. Não podemos esquecer ainda da manutenção do bem-estar dos recém-nascidos, pois o estresse com a temperatura baixa e a exposição ao vento, deixam os leitões mais suscetíveis à doença. Portanto, para realizar um controle efetivo de colibacilose entérica na granja, deve-se corrigir os fatores de risco e implementar um programa adequado de vacinação nas porcas gestantes.
Para entregar ao suinocultor um programa vacinal altamente eficaz no combate a diarréia neonatal, após anos de uso nos rígidos padrões sanitários de países na Ásia e Europa, a Merial Saúde Animal traz ao mercado brasileiro a Neocolipor®, uma vacina com tecnologia exclusiva. Desenvolvida a partir de cepas inativadas de E. coli, Neocolipor® protege os leitões, via colostro; contra as seis cepas principais de E.coli produtoras de adesinas (F4ab, F4ac, F4ad, F5, F6 e F41), inibindo a fixação do microorganismo na parede do intestino por meio das antiadesinas (anticorpos colostrais que bloqueiam a aderência da bactéria), e neutralizando os efeitos nocivos conhecidos desses microorganismos. A tecnologia da vacina é exclusiva porque é a única que engloba as seis diferentes cepas de E.coli causadora da doença, o que faz de Neocolipor® um avanço inédito para o produtor brasileiro. Não existem precauções especiais ou particularidades em relação à vacina, que é segura e deve ser utilizada durante a prenhez, podendo inclusive ser aplicada em conjunto com outras vacinas de proteção do leitão via colostro da mãe, como a Circovac® e a Riniffa T®.
Estudos com resultados muito significativos comprovaram a eficácia de Neocolipor®, demonstrando uma redução importante da mortalidade após a aplicação da vacina.
Confira na Tabela 1.
As indicações para uma utilização eficaz e segura do esquema vacinal pedem que o suinocultor observe questões técnicas como a dosagem correta de 2 mL por vacinação, e o protocolo de duas doses, sendo a primeira entre cinco e sete semanas do parto, e nova aplicação duas semanas antes desse. Também é importante que a aplicação seja feita apenas em animais saudáveis. Além disso, conforme já citado no texto, pelo fato de a imunização ocorrer passivamente pelo leite da mãe, é fundamental garantir que haja a ingestão do colostro por toda a leitegada em quantidade suficiente, no intervalo de até seis horas após o parto.
Referências
ALFIERI, A. Diarréias neonatais em leitões, ocasionadas por vírus. Pork World, n.13, p.64-66, 2003.
SOBESTIANSKY, J., BARCELLOS, D., MORES, N., CARVALHO, L.F., OLIVEIRA, S., MORENO, A.M., ROEHE P.M. Clínica e patologia suína. 2. ed. Goiânia: v. 1. 464 p. 1999.
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