O número de leitões nascidos por parto e o de leitões produzidos por porca/ano representa o maior fator de lucratividade numa granja. Esses parâmetros são até mais importantes que a taxa de crescimento ou a conversão alimentar dos animais em engorda. Qualquer fator que reduza a produção de leitões por parto ou por porca/ano precisa ser evitado. Dentre os fatores mais importantes que podem comprometer a boa eficiência reprodutiva têm destaque o parvovírus e o agente da erisipela. As doenças que ambos causam representam grandes preocupações de produtores, técnicos e veterinários.
O parvovírus suíno, causador da parvovirose, pode causar prejuízos seríssimos. Especialmente quando infecta uma fêmea gestante, sobretudo uma marrã ainda não vacinada, pois pode, nesta situação, determinar morte do embrião, mumificação, nascimento de leitões fracos (natimortos), retorno ao cio, entre outros problemas. Esse vírus está mundialmente distribuído, é extremamente resistente e somente um bom protocolo de vacinação pode controlá-lo evitando perdas à produtividade.
Já a erisipela é causada pela bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae, e pode determinar também infertilidade, aborto, esterilidade ou orquite (processo inflamatório dos testículos) nos cachaços. Mas, ao contrário da parvovirose, a erisipela pode causar mortalidade tanto da fêmea como dos animais em crescimento ou em engorda, causando imensos prejuízos, notadamente quando em forma de doença septicêmica. São relativamente comuns os surtos de erisipela e os sinais clínicos da doença, variando da septicemia aguda a artrite, passando por alterações cutâneas típicas, transtornos digestivos e, frequentemente, morte súbita.
A principal rota de contaminação pelo parvovírus é a oronasal ou, mais raramente, genital. O vírus atinge o sistema reprodutivo da fêmea não vacinada infectando e lesando o feto, notadamente antes dos 70 dias de gestação. Não podemos esquecer que o sêmen contaminado também transmite o parvovírus, e que as medidas usuais de biossegurança na Inseminação Artificial devem ser adotadas para evitar a transmissão por essa via. Um fato importante na epidemiologia da doença é que os leitões que nascem e sobrevivem, passam a atuar como transmissores do vírus. Já para a erisipela, a principal rota de contaminação é a oral.
Para garantir a proteção do rebanho, a Merial oferece a Parvoruvac®, uma vacina que induz uma resposta dual (conferindo imunidade tanto humoral quanto celular) que controla a duplicação do vírus e impede que afete o sistema reprodutor da fêmea e, consequentemente, os fetos em desenvolvimento. Protege contra a erisipela diminuindo a infecção e controlando os efeitos da mesma. A resposta imune dual é comprovadamente efetiva e garante uma imunidade de longa duração.
Um estudo inovador avaliou a imunidade dual conferida por Parvoruvac®. Para avaliar a resposta mediada por células e também a resposta humoral aquela conferida pela presença de anticorpos.
A Figura 1 resume os resultados para o caso da parvovirose.
Figura 1 - Avaliação da resposta celular e humoral protetora para a parvovirose, após a vacinação com Parvoruvac®.
Pode-se observar uma forte imunidade mediada por célula, que foi significativamente aumentada após a vacinação de reforço. Este tipo de resposta tem como alvo os parvovírus que estão se multiplicando dentro das células do hospedeiro, é muito importante para interromper/ bloquear o estabelecimento da doença.
Relativo à imunidade humoral, constatou-se altos títulos iniciais de anticorpos IgG1, o que confirma uma resposta humoral forte e rápida limitando a primeira intenção de difusão viral, seguida por uma resposta imune IgG1/IgG2 bem equilibrada.
Na Figura 2 temos os resultados para Erisipela.
Figura 2 - Avaliação da resposta celular e humoral protetora para Erisipela, após a vacinação com Parvoruvac®.
Aqui novamente podemos observar os níveis de respostas de anticorpos IgG1 e IgG2, bem como da resposta celular seqüenciais à vacinação. A resposta imune foi ampla e bem equilibrada, permitindo o combate eficiente contra aos estágios, tanto intra como extracelulares da bactéria.
Outro estudo também comprovou a imunidade produzida pela vacinação com Parvoruvac®. Em um desafio com marrãs previamente vacinadas, pode-se constatar que a resposta foi protetora, reduzindo grandemente os problemas com as leitegadas destes animais. A Figura 3 resume os resultados para o desafio com o parvovírus.
Figura 3 - Resumo dos resultados com marrãs vacinadas com Parvoruvac® e desafiadas com parvovírus.
Podemos perceber neste estudo, altos títulos de anticorpos em 90% das marrãs vacinadas, o que se traduziu em uma maior proteção dos fetos destes animais - constatou-se 6 vezes mais fetos vivos em marrãs vacinadas.
Em outro estudo, realizou-se a avaliação da proteção conferida pela vacinação com Parvoruvac® contra a erisipela. Veja os resultados na Figura 4.
Figura 4 - Resultados do desafio com erisipela após a vacinação com Parvoruvac®.
Os resultados não poderiam ser mais conclusivos: o grupo vacinado não apresentou quadros clínicos perceptíveis.
Os estudos apresentados comprovam que a vacinação com Parvoruvac® induz uma resposta dual (humoral e celular), capaz de garantir a proteção do rebanho, controlando a duplicação do vírus e impedindo que afete o sistema reprodutor da fêmea e, consequentemente, os fetos em desenvolvimento. A vacina protege ainda contra a erisipela diminuindo a infecção e controlando os efeitos da mesma. A resposta imune dual é comprovadamente efetiva e garante uma imunidade de longa duração.
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