A forma mais comum de transmissão do vírus da raiva a outros animais e pessoas é por meio do contato com a saliva de animais doentes, através de mordidas, arranhões, lambidas na pele com lesão e em mucosas.
No Brasil até 2003, o principal animal transmissor da raiva para pessoas era o cachorro. Em 2004 e 2005, devido ocorrência de surtos de raiva humana transmitida por morcegos hematófagos, pela primeira vez, os morcegos passam a ser a principal espécie agressora no Brasil. Todos os morcegos transmitem a raiva para os animais, mas o morcego vampiro ou hematófago devido ao seu hábito de sugar sangue é o principal transmissor da doença para eqüinos, bovinos, morcegos de outras espécies (insetívoros e frutívoros) e até o próprio homem.
E todos esses animais também podem transmitir a raiva aos seres humanos.
A presença de morcegos sugadores de sangue se observa somente na América Latina e Caribe e sua importância como transmissor direto de raiva ao homem é crescente.
A raiva em cachorros ainda é um grande problema em todo o continente sul-americano, mas o controle da doença na população canina por meio da vacinação leva a uma queda acentuada da exposição das pessoas a animais doentes.
Nas cidades o cachorro é o principal transmissor da raiva para as pessoas, daí a importância da vacinação anual para o controle dessa doença.