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O principal transmissor da raiva para os herbívoros domésticos, como bovídeos (bovinos e bubalinos) é o morcego sugador de sangue,
Desmodus rotundus, responsável por grandes prejuízos econômicos.
Em herbívoros o principal sintoma é a paralisia. No início, os bovídeos se isolam, emitem mugidos freqüentes e roucos, têm dificuldade para defecar, apresentam sinais de engasgo e andar cambaleante. Deitam-se devido à paralisia dos trens posteriores, não conseguindo mais se levantar até chegar à morte. Ao apresentarem dificuldade de engolir, é comum tratadores e criadores, ou até mesmo veterinários desatentos, colocarem as mãos na garganta dos animais, imaginando que possam ter ingerido um corpo estranho ou alguma planta tóxica, expondo-se à doença. Com a paralisia, o animal fica com movimentos de pedalagem e o pasto em volta fica todo amassado.
A raiva em herbívoros tem aumentado em número e se disseminado para várias regiões onde não era anteriormente observada. Todo o estado de São Paulo encontra-se afetado pela raiva em animais de produção, existindo regiões onde a situação é epidêmica e outras onde é endêmica ou de alerta. Para cada caso positivo em bovino, no estado de São Paulo, supõe-se que existam outros 10 animais que morreram de raiva, dos quais o material não foi encaminhado a laboratório para diagnóstico.
No Brasil, em menos de 0,3% dos casos de raiva humana notificados, o animal transmissor da raiva é um herbívoro doméstico (sendo 4 óbitos humanos no período de 1980 e 2002).
A transmissão da raiva pela ingestão de carne e leite provenientes de animal raivoso é bastante remota (somente em caso de altíssima carga viral e ulceração em mucosa de orofaringe). Recomenda-se não ingerir esses alimentos "in natura", quando provenientes de animais com diagnóstico positivo ou suspeita de raiva.