8 de fevereiro de 2012
Glossário
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![]() Existem diferentes tipos de características prejudiciais em gado de corte, desde aquelas que afetam a produtividade até as que causam morte pré e pós-natal. Algumas dessas características são causadas por efeitos ambientais, enquanto outras possuem origem genética. Quase todas as raças são afetadas por pelo menos uma anormalidade de origem genética, sendo que a freqüência desses defeitos congênitos gira em torno de 1 a 3 % dentro dos rebanhos¹. A freqüência de animais portadores de alelos deletérios pode ser maior que 15% para algumas doenças monogênicas recessivas. ![]()
![]() As sete doenças genéticas para as quais IGENITY® oferece testes de DNA caracterizam-se por heranças genéticas recessivas. Isto significa que a probabilidade de um acasalamento entre dois portadores produzir um bezerro afetado é de 25%. No entanto, também há probabilidade de 25% que a progênie seja não portadora de alelos recessivos e 50% de probabilidade que a progênie seja normal, porém portadora de alelos recessivos. Um exemplo da probabilidade do acasalamento entre dois animais portadores é mostrado na tabela abaixo. Nesse exemplo, “N” é o alelo dominante ou desejável e “n” é o alelo recessivo ou indesejável. Pelo fato de “N” ser dominante, todos os animais Nn serão normais, porém serão portadores como seus pais e todos NN serão normais e não passarão alelos recessivos para sua progênie (não portadores). Tabela 1
Tabela 2. Descrição das anormalidades
Tabela 3. Visão geral das anormalidades genéticas
1 ST = 5-10 ml de sangue total em tubos de coleta à vacuo com EDTA (tampa roxa); FTA = amostras de sangue em FTA card; P = pelos em cartões de coleta Igenity; S = amostras de sêmen; T = amostras de tecidos 2 Considerada uma anomalia genética classe I (letal) pela American Hereford Association IGENITY® agora oferece testes genéticos para diagnóstico de sete doenças genéticas. A disponibilidade desses testes tem revolucionado a seleção de touros. Anteriormente à tecnologia do DNA, linhagens inteiras de bovinos entravam na “lista negra da raça” e finalmente eram eliminadas. Infelizmente, as características desejáveis dessas linhagens de bovinos eram perdidas. A utilização da tecnologia genômica tem possibilitado a conservação dessas linhagens que de outra forma seria eliminada da raça. Isso é muito bom para raças afetadas por doenças monogênicas recessivas, pois possibilita a conservação de material genético dessas linhagens, possibilitando a utilização de seu material genético para acasalamentos dirigidos de animais portadores com não portadores ou também a maximização do uso de genética de animais não portadores de alelos recessivos para essas doenças. O melhor meio de evitar a ocorrência desses problemas é não acasalar touros portadores com vacas portadoras. Os produtores com vacas que possuem entre seus ascendentes animais portadores, deverão ser acasaladas apenas com touros não-portadores de alelos recessivos. Esse simples manejo pode eventualmente eliminar os alelos deletérios do rebanho com mínimas consequências econômicas. Conclusão: Durante a história da produção de bovinos, anormalidades genéticas tem periodicamente incomodado os produtores. Na década de 50, o Dwarfismo (Displasia tanatofórica) causou a ruína de diversos produtores nos EUA22. Mais recentemente, outras doenças genéticas recessivas têm aparecido nos rebanhos de diversas raças. Entretanto, com o advento da “tecnologia do DNA” e subsequente desenvolvimento dos testes de DNA, o impacto é muito mais sutil e controlável. Isso possibilita que linhagens inteiras sejam testadas e os animais portadores possam ser utilizados em acasalamentos dirigidos, possibilitando aplicar o melhor da sua genética, sem causar o aparecimento de anormalidades genéticas em sua progênie. Agora as anormalidades genéticas podem ser controladas sem eliminação de material genético e perda de produtividade de sua propriedade. 1Schalles, R.R., H.W. Leipold and R.L. McGraw. Congenital Defects in Cattle. BHC 1900, University of Wisconsin-Extension, Cooperative Extension. www. iowabeefcenter.org 2 American Angus Association. Answers to your questions Arthrogryposis Multiplex (AM). 2009. www.angus.org 3 Merial-Igenity. Arthrogryposis multiplex testing frequently asked questions. 2009. www.igenity.com 4 American Angus Association. Important update on the status of curly calf syndrome. 2008. www.angus.org 5 American Angus Association. Policy of the American Angus Association relating to the registration status of potential and known carriers of Arthrogryposis multiplex (commonly referred to as curly calf syndrome). 2008. www.angus.org 6 Kaiser, L. Case Studies: Arthrogryposis Multiplex. Bovine Veterinarian. March 1, 2009. www.bovinevetonline.com 7 Denholm, L. BHAMC - a lethal heritable congenital ‘curly calf’ syndrome in Angus. NSW Animal Health Surveillance report 2008/3. 8 Jolly, R.D., J.L. Willis, J.E. Kenny and L. Howe. Coat-colour and hypotrichosis in Hereford crossbred calves. N.Z. Vet. Journal 2008; 56: 74-77. 9 Schalles, R.R., L.V. Cundiff. Inheritance of the “rat-tail” syndrome and its effect on calf performance. J. Anim. Sci. 1999; 77:1144-1147 10 American Hereford Association, 2008 Hereford Handbook, Section IX: Genetic Defect Policy, pp. 35-36. www.hereford.org 11 Denholm, L. Craniomegaly in stillborn Angus. NSW Animal Health Surveillance report 2008/4. 12 Beever, J.E. Research update on hydrocephalus. American Angus Association. 2009. www.angus.org 13 Steffen, D. Reporting Abnormal Calves – Hydrocephalus. American Angus Association. 2009. www.angus.org 14 Wight-Carter, M. Inherited and BVD induced Osteopetrosis in calves. Spring, 2006. Kansas Veterinary Quarterly. 15 American Red Angus Magazine. Osteopetrosis update: Researchers find causal mutation. April. 2009. 16 Swist, S. Osteopetrosis in Red Angus Cattle. Wyoming State Veterinary Laboratory Newsletter. October, 2008. 17 American Dexter Cattle Association. PHA (Pulmonary Hypoplasia with Anasarca) fact sheet. 2009. www.dextercattle.org 18 Kaiser, L. It’s all in the genes. Maine Anjou Voice. March/April 2006. www.kaisercattle.com 19 Ropp, M. The threat of TH and PHA. American Simmental Association. 2006. www.simmental.org 20 American Simmental Association. Monitoring abnormalities online. 2009. www.simmental.org 21 Lapointe, J.M., S. Lachance, D.J. Steffen. Tibial hemimelia, meningocele, and abdominal hernia in Shorthorn cattle. Veterinary Pathology. 2000;37:508-511. 22 McMann, L.P. Battle of the Bull Runts.1974. McCann, Columbus, Ohio. IGENITY® é marca registrada da Merial Saúde Animal Ltda. |
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